Movimentos socioambientais brasileiros enfrentaram dilemas antigos e novos em 2026

Crise ecológica acelerada; os ativistas decidem entre gerenciar o colapso ou construir um novo modelo de vida.

Movimentos socioambientais brasileiros chegam a 2026 em encruzilhada histórica. O passado retorna com novas formas, enquanto o novo traz armadilhas velhas. Crise ecológica aprofunda desigualdades. Geopolítica global divide mundo em blocos, zonas de sacrifícios e territórios estratégicos. Nesse cenário, os ativistas escolhem: administram desastre ou disputam rumores da civilização?

Nesse sentido, dilemas atuais herdam lutas históricas. Povos indígenas e comunidades tradicionais defendem terras. Agricultores familiares e sem-terra reivindicam direitos. Enfrentam extrativismo predatório e modelo dependente desigual. Em 2026, contradições intensificam-se. Crise climática aceleração de destruição. Economia global prioridade energética, minerais estratégicos e controle territorial. A Amazônia vira epicentro dessa disputa na América Latina.

Desde janeiro de 2025, o regime climático gerenciado fracassou. Conferências viram rituais diplomáticos sem rupturas. O Acordo de Paris institucionaliza exceções: os países definem metas por interesses econômicos. Emissões aumentando. Extrativismo avança. Aquecimento global foge do controle. COP30 na Amazônia simboliza centralidade regional, mas normaliza colapso. Reafirma compromissos vazios e soluções de mercado como TFFF. Ignora a lógica que mercantiliza a floresta e o clima.

Parte do ambientalismo acomoda-se à transição verde. Trocam matriz energética, mas preservam acumulação, exploração do trabalho e mercantilização da natureza. Governança verde usa mercados de carbono, fundos climáticos e tecnocracia. Reorganizar os efeitos da crise, sem atacar causas estruturais.

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Outras demandas

Na Amazônia, a contradição explode. Assim, bioeconomia e soluções baseadas na natureza legitimam nova apropriação territorial. O extrativismo velho ganha linguagem nova, finanças modernas e violência antiga. Comunidades preservadoras da floresta adaptam-se a contratos externos. Grandes proprietários e corporações viram investidores de ações ambientais.

Conjuntura de 2026 escancara geopolítica da força. Cerco e ocupação da Venezuela destacam energia e recursos no capitalismo atual. Interesses energéticos colidem. O discurso democrático dissolve-se em coerção, militarização e intervenção.

Movimentos socioambientais perdem ilusões. Os consensos multilaterais falham. Militarização internacional resiste fronteiras e criminaliza ativismo. A Amazônia consolida-se como território estratégico global.

Por fim, desafios históricos persistem.

Concentração fundiária gera violência no campo. Agronegócio, mineração e infraestrutura predatória invadem terras indígenas, tradicionais e de reforma agrária. Congresso bloqueia agendas ambientais. Aprovar flexibilização de licenciamento e expansão extrativa em nome do desenvolvimento.

Fonte: Artigo completo na Carta Capital

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